Venezuela e Colômbia ocupam posições em ambos os lados da fronteira

Uma crise humanitária declarada, a deportação de milhares de colombianos, o estado de emergência, a guerra contra criminosos e as próximas eleições na Venezuela são alguns dos ingredientes que compõem a luta entre os dois países latino-americanos.

O incidente em que três soldados venezuelanos e um civil ficaram feridos em um confronto com suspeitos de contrabandistas em uma área que faz fronteira com a Colômbia reforçaram as relações entre os dois países e, como resultado, centenas de colombianos foram deportados, para os anteriores.

De acordo com os dados fornecidos pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), mais de 1.100 colombianos que vivem na Venezuela foram deportados e pelo menos 4.200 deixaram suas casas com medo de serem expulso. Esses resultados são o produto da Operação Libertação e Proteção do Povo (OLP), uma recente campanha da polícia venezuelana que busca acabar com as quadrilhas criminosas.

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Nesse sentido, é importante lembrar que os baixos preços da gasolina e de alguns produtos levaram – especialmente durante a última década – à proliferação de contrabandistas na fronteira de 2.200 quilômetros que as duas nações compartilham. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, diz a este respeito que os grupos paramilitares colombianos viajam regularmente para a Venezuela, gerando caos e escassez para desestabilizar a “revolução”.

Colombianos e venezuelanos, afetados igualmente

O presidente colombiano Juan Manuel Santos reajuste criticou esta decisão assegurando que a medida não é justificada e que afeta os habitantes dos dois lados da fronteira sem resolver o problema do contrabando. O presidente, no entanto, permanece firme para que os dois governos trabalhem juntos. “Se cooperarmos, os únicos que perdem são criminosos, mas se a fronteira é fechada e não há coordenação, os únicos que ganham são os mesmos criminosos”, diz Santos.

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No entanto, https://twitter.com/TcflagMacedo/status/893110686469025792 o prefeito da cidade do departamento de Norte de Santander (Colômbia), Donamaris Ramírez, apresentará uma queixa à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA (Organização dos Estados Americanos) contra Maduro e outros membros e instituições do Estado venezuelano pelo que considera “crimes contra a humanidade”.

Da mesma forma, a principal oposição da coligação venezuelana, o Bureau of Democratic Unity, mostrou que as medidas da fronteira procuram “justificar a suspensão das eleições parlamentares”, que será realizada em 6 de dezembro e O governo está ferido tanto pela crise quanto pela alta inflação, como pela escassez e falta de produtos.

Sob esta suposta premissa, começou há um ano a campanha contra o contrabando do governo venezuelano, quando foi decretado o fechamento da fronteira à noite e começou a deportar dezenas de colombianos. Uma situação que já terminou em estado de emergência para vários municípios no estado de Táchira (Venezuela) e com o fechamento da fronteira “até novo aviso”, de acordo com as mesmas palavras de Maduro. Na opinião dele, até a venda de produtos venezuelanos contrabandeando e terminando o que ele considera ataques contra a moeda de seu país termina na Colômbia.